quinta-feira, 30 de julho de 2015

Um final por terminar

Uns minutos após do telefonema, está ele sentado lá fora ao pé do carro quando vem Abna ter com ele. "O empregado já está a dar a descrição ao artista esboço." Os seus lábios fazem um pequeno sorriso e responde, "Isso é bom."
"Como é que sabias daqui?" Levanta a cabeça, olha para ela e retira do bolso o bilhete e dá-lhe. "Isto foi deixado na campa da Ângela…", faz uma pequena pausa, "…quando fui lá hoje de manhã." Ao pegar sabia que hoje fazia três anos, mas sem saber o que dizer, abre e lê o que está lá escrito. "É ele.. Por quê não me disseste nada mais cedo?"
"Eu ia, mas, apenas queria estar sozinho para pensar primeiro." Olha para Ian e diz, "Éramos uns estranhos quando falamos do caso à três anos atrás. Deixei-te trabalhar comigo e agora somos parceiros. Confias em mim?"
Levanta-se do carro, vai para a frente dela, sobe o queixo de Abna e diz, "Sabes, à uma coisa que quero-te dizer e que nunca disse isto antes, mas quero agradecer por tudo. Tu não sabes ou fazes ideia do quanto significas para mim, por isso obrigada." Chega-se mais perto, dá-lhe um abraço, e ela sem contar com isto mas sem demonstrar também, fica alegre por ter-lho feito. Apesar de ele ser uma pessoa reservada e não se abrir muito, mas que no fundo sabia que podia contar com ele. "Eu vou indo, mal saibas de alguma coisa liga-me."
Abna suspira e diz, "Aonde vais agora?" Pega na saca aonde tira o pacote do chá e diz, "Para casa, fazer um chá e ir descansar. E não te preocupes, eu estou bem."
"Como é que sabias o que eu pensava?" Sorri e diz, "Eu sei sempre o que pensas, ou quase sempre." Entra no carro e vai. Com os três anos que já passaram, a sua capacidade em reparar em pormenores e a eficácia em saber se as pessoas mentiam ou ocultavam alguma coisa melhorou. Ficou um perito em manipular e enganar para descobrir a verdade sobre alguma coisa, mas sendo o resultado disso habituar-se à solidão e de certa forma apenas confiar em si. Para não se aproximar de ninguém usava essa sua forma de ser para esconder o que realmente sentia, de forma a fugir aos seus medos e sentimentos, como os que tinha da Abna. Chega a casa, enche a chaleira de água e põe no fogão a aquecer. Passado uns minutos já se ouve o assobio, pega na chaleira e desliga o fogão. Ao por a água na chávena e misturar com o chá, sente o leve cheiro. Ao pegar sente o morno a passar para as mãos, "Que agradável" pensa ele. Abre a porta das traseiras, puxa a cadeira e senta-se para admirar o calmo da noite. Aprecia a paz e sossego que vem com isso e a enorme lua que está noite se faz…

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21 comentários:

  1. Lê-se num fôlego de tão bom que está! Mal posso esperar para ler o resto *.*

    Beijinhos*

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  2. Está a ficar cada vez mais interessante :)

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  3. é tão bom ler isto :)
    r: ainda namoras com a Diana C. ? :)

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  4. r: oh tao bom :D
    ela nao tem andado por ca pois nao??

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  5. Obrigado!!! :)
    Estou a adorar, continua!

    http://photographybyvania.blogspot.pt/

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  6. Fico sempre curiosa com o que irá acontecer a seguir :)

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  7. Tens razão, obrigada pelo o apoio!! Gostava de falar contigo sobre um assunto, tens facebook?

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  8. Devorei este texto e os outros! Que venham os próximos

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  9. Que maravilhoso! Não pares de escrever ;)
    Fico a espera do próximo!

    Love, Marie Roget

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  10. Estou a adorar, escreves muito bem!
    r: Obrigada! :)

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  11. Que texto fabuloso, uma autêntica maravilha! É impossível não ficar preso!

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  12. Uma boa velocidade de escrita fantástica, espero pelo resto.
    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  13. Estou a adorar a história! Espero pela próxima parte :)

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