segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Um final por terminar

Ao olhar em seu redor, vê como tudo parece inocente e calmo. Olha para o céu e pensa como o tempo é incerto, pois pode estar calmo agora mas mais tarde pode chover, vir vento ou até trovoada. Quem sabe, um mistério que pelo ar vagueia. Pega na chávena e bebe o que resta de chá naquele doce silêncio. Com o bilhete aberto e o anel pousado em cima da mesa, pensa como precisa de apanhar este homem para puder ganhar alguma paz e tirar este desejo de vingança, que parece uma corrente à volta do pescoço. O frio começa a acentuar-se e uma brisa fresca faz-se sentir e a pele arrepia, pois é hora de ir para dentro. Entra em casa, pousa a chávena na banca e apaga a luz. Vai para o quarto, guarda o bilhete na gaveta e deita-se. Fecha os olhos, mas com o passar do tempo já era de manhã. Mais uma vez o sol aparecia, e lá está ele de novo a observar como os raios do sol passam pelos buracos da persiana. Roda o anel entre os dedos e olha para o vazio, em busca de algo mas nada, até que o seu telefone vibra e é a Abna. Atende mas antes que diga alguma coisa ouve, "Tens de vir aqui á loja de ontem. O empregado foi morto, e, tens algo que precisas de ver." Desliga e arranja-se o mais rápido possível. Passado alguns minutos chega e Abna espera por ele fora ao pé da fita da polícia. Saí do carro e caminha em direção dela. “Bom dia Abna”, diz. "O que aconteceu?"
"Bom dia. Recebemos uma chamada em anónimo a dizer que tinha encontrado um corpo nesta loja. E quando aqui chegaram só estava o empregado." Caminham em direção da porta e pergunta, "Algumas testemunhas?"
"Não, nada."
Entram na loja, dirigem-se na direção do balcão e lá estava o corpo do empregado à frente da parede que tinha escrito, «Até breve..». Ao acabar de ler isto observa como está o corpo, e é igual da forma que a sua noiva foi morta. O mesmo corte no pescoço, os olhos pintados com o sangue da pessoa e uma flor vermelha feita de papel entre as mãos pousadas no peito. Já a noiva tinha só mais uma coisa, que eram as unhas pintadas com o próprio sangue, uma coisa única que o assassino tinha feito para ele. Observa o que precisa e vai embora. Abna vai atrás e diz, "Aonde vais?"
"Beber uma chávena de chá, queres?"
"Não podes deixar que ele entre na tua cabeça."
"Não posso? Ele está nela desde que matou a Natacha. Ele é meu."
"Teu? Ele não é de ninguém."
"Não, ele é meu. E é uma tolice que penses que vais o apanhar antes de mim."
"É o meu trabalho, e ele irá ser preso."
"Tu fazes o que tens fazer, eu farei o que tenho a fazer Abna." E vai-se embora…

13 comentários:

  1. Quando leio os teus textos, só me apetece que não acabem de tão corrida que é a leitura.

    r: Muito obrigada

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  2. Fiquei curiosa e ansiosa por ler o final!!!
    Beijinhos :)

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  3. Já tinha saudades de ter o prazer de ler os teus textos, gostei imenso da continuação e faço força para que o próximo venha rápido :D

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  4. Há muito tempo que não lia um texto teu, eu gosto muitode ler os teus textos.
    R: Fazemos assim esta sexta-feira ( dia 20) vais ao meu blogue e dás-me os parabéns , pode ser?

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  5. UAU! Belíssimo Pedro, :)

    Um beijo,

    http://alicetwins.blogspot.com.br/

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  6. Já tinha saudades de te ler. Adorei.

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  7. Gosto muito dos teus textos, espero conseguir arranjar tempo para ler tudo tudinho :)
    r: Obrigada!

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  8. Nice :)

    http://trapeziovermelho.blogspot.pt

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  9. Muito obrigado!! Adorei, continua que eu quero ler mais!! :)

    http://photographybyvania.blogspot.com/

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  10. Belo texto que nos deixa presas à leitura, parabéns!!!

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  11. Está fantástico Pedro! Continua ;)

    Beijinho

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